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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sabe o motivo de tantos negros serem assassinados no Brasil?

Por que matamos tantos jovens negros no Brasil?



O motivo é estarmos em guerra contra um inimigo definido, as drogas; para salvar a sociedade de seus efeitos adversos, assassinamos quem tentávamos defender


O ano de 2013 marcou os 20 anos de dois tristes episódios da história recente: as chacinas de Vigário Geral e da Candelária. O que elas tiveram em comum? Em rompantes de violência extrajudicial, policiais militares mataram inocentes, muitos deles jovens. Ambas são expoentes trágicos de um problema cotidiano.
São jovens brasileiros – em sua maioria homens e negros, moradores das periferias de áreas metropolitanas – os mais atingidos pela violência no País. De acordo com o Mapa da Violência 2014, enquanto a taxa de homicídios entre a população não jovem é de 14,9 a cada 100 mil habitantes, entre jovens de 15 a 29 anos ela chega a 42,9, durante o período 1980 a 2011. No mesmo intervalo, homicídios foram responsáveis por 28,5% das mortes de jovens no País, mas foi causa apenas de 2% dos óbitos da população não jovem. Foram mortos, no mesmo período, 20.852 jovens negros, um número três vezes maior que o número de homicídios de jovens brancos.
Mais preocupante ainda é a tendência que se anuncia: uma progressiva queda no número de homicídios de jovens brancos, acompanhada do aumento das mortes de jovens negros.
Infelizmente, essas estatísticas são velhas conhecidos da juventude brasileira. A questão começou a ser debatida no âmbito do Governo Federal quando foi lançado o Plano Juventude Viva, puxado pelas discussões do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve). Estruturado em quatro eixos, o plano visa desconstruir a cultura da violência, transformando os territórios mais afetados nos municípios, adotando uma perspectiva de promoção de direitos da juventude e focando no aperfeiçoamento das instituições como escolas, hospitais, sistema penitenciário, judiciário e polícias para que se sensibilizem do problema. Mas ainda pouco se falava do que movia tal preconceito institucional.
Por que matamos tantos jovens homens negros no Brasil? Porque estamos em guerra. Claro, é uma guerra não declarada oficialmente. Mas, se considerarmos a classificação de conflitos como guerras a partir do critério de intensidade de mil mortos por ano, como não desconfiarmos da nossa paz? Só de janeiro a outubro de 2014, no município do Rio de Janeiro, ultrapassamos esse número de mortos.
Essa guerra tem um inimigo definido: as drogas. Sob o pretexto de salvar a sociedade – e principalmente nossos jovens – desse mal representado pelas substâncias proibidas, promoveu-se por anos políticas de drogas proibitivas, racistas e violentas. Para evitar os efeitos adversos do consumo de drogas, acabou-se matando quem se queria proteger. A juventude tem arcado com as maiores consequências dessa violência institucional. São jovens negros e pobres os que mais morrem, que mais vão presos e que menos têm acesso à atenção médica adequada. Tornaram-se alvos secundários dessa guerra.
É hora de acabar com a guerra às drogas, que volta-se contra nossa juventude. O Conselho Nacional da Juventude comprou essa causa e lançou uma carta em que pede uma urgente reinvenção da política de drogas no País. Nela, condena a política beligerante atual e chama a atenção para a necessidade de conhecer novas práticas que adotem direitos humanos como seu eixo central de atuação, focando a promoção da cidadania, além de apontar para a necessidade de investir em programas preventivos para acabar com esse vetor de promoção da violência contra a juventude.
É preciso saudar essa iniciativa, para que ela ganhe peso nas discussões de movimentos sociais e, principalmente, dentro das esferas do Governo Federal. Não há juventude viva sem uma reforma na política de drogas no País. O ano de 2013 ficará na memória pelas chacinas que foram lembradas. Que nos lembremos de 2014 como o ano em que se deu um passo definitivo para deixá-las apenas na memória.
*Ana Paula Pellegrino é coordenadora da Rede Pense Livre e pesquisadora do Instituto Igarapé.
Nossa opinião:
Vemos muitos textos falando da violência contra os negros mas para mim o problema está muito além da cor. Os negros chegaram ao Brasil trazidos como escravos e foram soltos como bandidos nas ruas. As favelas modernas são criação do Estado pós-império e os negros infelizmente foram vítimas da escravidão e do abandono. 
Mas o ponto chave da questão é meramente social. Não me lembro de Pelé já ter falado que sofreu preconceito depois de ter virado famoso, digo o mesmo para os pagodeiros ricos deste país. Se fôssemos um país sério, que dividisse as riquezas aqui produzidas com certeza o negro seria protegido.
Os filhos dos "esquecidos" com certeza sofrerão ainda por um bom tempo pois a perspectiva de mudança deste país é muito pouca. Vivemos o crescimento de uma direita ultra conservadora que não quer ver o pobre crescer, não quer conviver com o pobre e sequer quer olhar para eles. Esse povo que reclama de projetos sociais só cresce em números. A própria classe pobre que chega ao patamar de média me parece se voltar contra os projetos sociais.
Sou policial militar e quando entrei na corporação o salário era muito baixo. Ganhávamos uma bolsa para completar o salário (SENASP). Hoje, (em 2014) o salário já melhorou um pouco (dobrou) e começo a perceber em meus colegas a crítica aos programas sociais vide Bolsa Família. Aqueles que viviam de bolsas hoje começam a ficar contra elas (logicamente não todos).
Esse processo bizarro de voltar contra suas raises me assusta e me parece uma tendência nacional..

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Governo federal corta dinheiro do que diz ser sua prioridade


Como vou dar prioridade a alguma coisa se logo de cara corto sua verba?


A piada é infame mas é isso mesmo. o governo federal já iniciou o ano cortando gastos. Mas isso é ruim? claro que não, é ótimo! Ninguém cresce sem cortar gastos, o problema é onde cortar estes gastos.

Desde 2014 em sua campanha a nossa atual presidenta sempre afirmava que a educação seria sua prioridade nos próximos quatro anos de mandato. Venceu as eleições e continua afirmando isso, mas logo de cara cortou 7 bilhões da pauta de investimentos na educação. Assim fica difícil de acreditar em qualquer coisa que venha desse "novo" governo.

Não se evolui sem investimento. Nada neste mundo capitalista consegue dar resultados sem dinheiro. O dinheiro é a mola mestra da educação, sem ele não se constrói escolas nem se aumenta salário de professor. Sem escolas e com professores desmotivados estaremos fadados ao fracasso. O resultado do Enem é a prova disso, tivemos meio milhão de brasileiros tirando zero na redação, isso é um absurdo, isso é uma piada global. O mundo está rindo de nós neste momento.

Eu sou um sonhador, quero um país melhor, mas da forma que está eu não vejo futuro. Temos os políticos mais corruptos e caros do mundo, um dos piores níveis de educação do planeta e a maior impunidade para criminosos também. Uma salada de dinheiro, sangue e vidas humanas.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Análise do mercado de cupons de desconto em 2014 e perspectivas para um futuro próximo

Análise do mercado de cupons de desconto em 2014 e perspectivas para um futuro próximo.

2014 foi um ano muito bom para o mercado de cupons de desconto, pelo menos para o Brasil. Aos poucos os milhões de compradores virtuais que existem no país estão se atentando às maravilhas que os cupons de desconto podem lhe fornecer, sejam para compras pequenas ou para grandes compras.
A cada dia mais e mais lojas brasileiras também estão abrindo os olhos para esse mercado e percebendo que o povo brasileiro já sabe pesquisar preços baratos. Mas isso não é de se espantar, hoje existem vários sites de pesquisa de preço (como o Buscapé, por exemplo) que fornecem formas fáceis e rápidas de pesquisa de preço dos mais variados produtos e das mais variadas lojas.
A loja hoje que quiser entrar no mercado tem obrigatoriamente que ingressar e formar parcerias com estes buscadores de preços ou então estará descartada certamente do mercado afinal, a concorrência é cada vez maior e o público está cada vez mais exigente com qualidade e preço de produtos.
Muitos outros fatores estão interferindo no mercado virtual como os melhoramentos logísticos no país e a globalização, que vem facilitando o fluxo de mercadorias e de capital. Isso faz com que cada vez mais grupos criem sites de venda que não possuem gastos com vendedores, estilo a Netshoes. A Netshoes mostrou ao mercado brasileiro que é possível vender (e muito) cortando gastos logísticos incríveis e trabalhando exclusivamente de forma virtual. E essa é a tendência atual, cortar gastos, vender mais e lucrar mais consequentemente. Atualmente a Netshoes conta com mais de 4 milhões de pesquisas mensais no Google o que mostra o sucesso da marca.
Nossa atual presidenta (Dilma Rousseff) em seus discursos já deixou bem claro que deseja ampliar a malha da internet brasileira em todas as formas. Ela pretende baratear e popularizar a banda larga em todo o país, levar internet para locais que nunca se pensou em usar um computador. Sabe o que isso significa? Milhões de novos usuários estão para ingressar na internet e com isso surgirão milhões de novos clientes em potencial para sites de vendas. Analisando somente esse viés já podemos pensar em um futuro próspero para o e-commerce em geral.
Salientamos também como o meio físico vem mudando a forma das pessoas comprarem nesse país. É visível que o tempo tem se tornado cada vez mais importante para as pessoas. Ninguém quer mais esperar horas em filas de bancos ou lojas. As pessoas querem as coisas rapidamente, com conforto e comodidade. Esse é só mais um fator que vem influenciando a forma como os brasileiros compram. O que há de melhor do que comprar da sua casa, sem enfrentar fila ou calor? As pessoas de uma forma geral têm se atentado a esses detalhes e como estamos nos tornando um país de idosos (o que é muito bom) estas pessoas tenderão a ingressar cada vez mais neste mercado virtual que só cresce no país.
É por isso que, quando analisamos as pesquisas orgânicas do Google quanto aos termos “desconto” e “cupom de desconto”, percebemos uma curva ascendente no decorrer dos últimos anos.
Desconto
Buscas orgânicas para o termo “desconto”
cupom de desconto
Buscas orgânicas para o termo “cupom de desconto”
Mais e mais pessoas buscam comprar na internet e cada vez mais pessoas estão aprendendo a usar os cupons de desconto. Mas as buscas orgânicas do Google são apenas uma forma de analisar o mercado. Analisando as buscas patrocinadas do Google podemos perceber um aumento de 63% do número de pessoas que buscam cupons de desconto em um período de um ano apenas.
buscas patrocinadas do google
Buscas patrocinadas do Google
O site webjump em uma de suas postagens mostrou dados bem animadores de 2014: Basicamente houve um aumento de 26% nas vendas pela internet somente no primeiro semestre de 2014.
Faturamento x pedidos
Faturamento x pedidos em 2014
Outra notícia importante que devemos salientar é que o M-commerce (mobile commerce) vem crescendo em ritmo acelerado! O site baguete já informou em 2013 que o número de compras e vendas via smartphone vem crescendo e vai crescer muito mais até 2015 na América Latina. A  Tata Consultancy Services (TCS) estima um crescimento de 35% nas compras online deste segmento. Mas estas vendas não virão somente de smartphones, existem hoje diversos aparelhos que possibilitam esse tipo de negócio como tablets e smart tvs (ver abaixo as pesquisas para esses produtos).
promocao-smartphone
Buscas orgânicas para o termo “promoção smartphone”
promocao-tablet
Buscas orgânicas para o termo “promoção tablet”
promocao-smarttv
Buscas orgânicas para o termo “promoção smart tv”
Com estes dados podemos perceber um aumento de mais de 100% para cada mercado respectivamente. M-commerce já é um mercado em consolidação e emergente, com público alvo em crescimento (pois já temos mais de 273 milhões de celulares no país) e com clientes com poder aquisitivo também em crescimento, afinal, o Brasil (aos troncos e barrancos) já é a 7ª maior economia do mundo.
Mas não foram somente as buscas por cupons, descontos ou produtos específicos que aumentaram em 2014 mas também promoções em datas específicas. Aos poucos o mercado virtual vem influenciando o mercado tradicional (físico). O que dizer de datas como o Black Friday ou o Cyber Monday? Sim, elas saíram do tradicional para o virtual (nos EUA), mas de um tempo para cá o virtual é que está influenciando diretamente o tradicional. Apesar das queixas acerca do Black Friday em 2013, o de 2014 veio com força total afinal, segundo o blog Pag Seguro, foi um aumento real de 51% nas vendas em relação ao ano  de 2013 e um faturamento estimado de 1,16 bilhão apenas no e-commerce.
Todo esse crescimento nos faz remeter e voltar aos cupons de desconto. A lógica atual do comprador brasileiro está se tornando: pesquisar preços em buscadores (Google shopping, Buscapé etc.) > buscar cupons de desconto para a loja escolhida > comprar o produto. Usando esse “método” é possível se economizar muito nas compras. O interessante aqui é que, diferente dos shoppings lotados, aqui você pesquisa tudo na comodidade da sua casa.
Outra coisa que influenciou diretamente nas vendas do e-commerce brasileiro foram os saldões. Muitas lojas vêm se atentando e criando “datas especiais” para si mesmo. Quase todos os meses ocorrem os SUBDAYS no Submarino, ou os Saldões do Walmart e das Americanas. Essas datas especiais estão se tornando cultural para essas lojas. Elas tiram um dia ou dois no mês para baixar os preços e isso aumenta circunstancialmente o faturamento dos blogs e site especializados em promoções.
Em resumo, 2014 mostrou-se um bom ano para sites do segmento de promoções, ofertas e cupons de desconto. Os próximos 4 anos prometem bons frutos devido aos anúncios do governo federal de aumento circunstancial do salário mínimo e do acesso à banda larga. Se isso se cumprir teremos muitos novos clientes em potencial para o e-commerce em geral. Esperamos que as crises econômicas internacionais não atinjam o país e que a economia global se fortaleça logo. Uma das poucas coisas ruins para 2015 é o dólar com preço elevado, mas estamos esperançosos. Que venha um ótimo 2015, que nossa economia cresça e que nossos blogs prosperem!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Protestamos contra o terrorismo, não por Charlie

O povo aos poucos depois de descobrir as firulas do chargista começa a mudar seu foco...


De Paris...
Slogans políticos são importantes porque definem as causas pela quais lutamos. Quem ocupa Wall Street quer acabar com a arrogância dos banqueiros, nesse mundo globalizante no qual eles são protegidos enquanto o povo paga pela sua ganância e impunidade. “Indignados”, por sua vez, protestam contra a austeridade imposta pela chanceler alemã Angela Merkel, para citar um exemplo.
No domingo 11, mais de 3 milhões de franceses e cidadãos mundo afora marcharam contra o terrorismo e pela liberdade de imprensa. Políticos de todas inclinações ideológicas e cidadãos comuns de todas as fés mostraram aos radicais islamistas que não se dobram diante do terrorismo.
Tratou-se de um ato necessário para reforçar os valores desta República, onde os direitos do homem são primordiais.
Como tem se dito por aqui, a França viveu seu 11 de setembro. Em três dias de ataques terroristas, 17 pessoas inocentes perderam a vida. Três terroristas foram mortos pela polícia, e dois continuavam soltos nesta segunda-feira 12, inclusive a mulher de um deles.
Tudo começou na quarta-feira 8, quando os irmãos Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, invadiram o semanário satíricoCharlie Hebdo. Deixaram 10 mortos, entre eles o editor da publicação, Charb, de 47 anos, e mais quatro dos melhores cartunistas do país, Wolinski, Cabu, Honoré e Tignous.
Fazia parte da célula terrorista outro homem, Amedy Coualiby. Em um ataque contra um supermercado kosher matou quatro reféns. Coualiby teria sido responsável pela morte de uma policial no sul de Paris. E teria ferido um homem a praticar jogging em um parque.
A França continuará em estado de alerta máximo por semanas.
O presidente François Hollande esteve à altura: exprimiu-se com objetividade, com dignidade e no tom apropriado. Fez mais: aglutinou 40 estadistas de peso, entre eles o presidente da União Europeia, Donald Tusk, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, o premier britânico David Cameron, Angela Merkel e o premier israelense Benjamin Netanyahu.
A marcha parisiense reuniu mais de 1,5 milhão de cidadãos. Desfilaram importantes símbolos da República: a tricolor, Joanna D’Arc, e Marianne, a simbólica mãe da nação que encarna os valores “Égalité, Liberté et Fraternité”.
Buquês de flores e velas foram colocados nos lugares onde ocorreram atentados, ou onde caíram vítimas. Em uníssono, o povo entoou a revolucionária Marselhesa, hino nacional.
Lia-se em camisas, bandeiras, cartazes e faixas: “Je suis Charlie! Nous sommes Charlie!” As caricaturas do Charlie Hebdo eram alçadas para as câmaras de televisão. Numerosas pessoas escreveram em suas mãos ou testas um grande “C”, para Charlie.
Pela enésima vez, o ministro do Interior Bernard Cazeneuve explicou o motivo do “C”: “Esse é um protesto também para defender a liberdade de imprensa”.
Entenda-se: os dois irmãos Kouachi não são diferentes de Coualiby, responsável pelas mortes dos quatro reféns no supermercado kosher, e provavelmente da policial. Mereceram o fim que tiveram. Como todos extremistas islamistas, os dois irmãos eram fanáticos do apocalipse. Cometeram, a sangue frio, armados como soldados, uma carnificina ao tirar a vida de jornalistas inocentes e policiais a simbolizar a França no seio de Paris.
No entanto, o ataque contra o semanário Charlie Hebdo foi um ato terrorista, não contra a liberdade de imprensa. Se o Le Mondetivesse sido o alvo, teria sido um ataque contra a liberdade de imprensa.
Jamais teria um editorial do vespertino defendido a tese de que o profeta é um jihadista. E o Le Monde não publicaria uma charge de Maomé com uma bomba no turbante, como o fez o semanário Charlie Hebdo. A liberdade de imprensa conhece seus limites, especialmente quando o tema envolve religião.
Charlie Hebdo é um semanário satírico famoso pelas polêmicas contra as três religiões monoteístas.
Em novembro de 2011, um coquetel molotov havia provocado um incêndio e destruído a velha redação do semanário satírico. À época, o ataque terrorista tinha elos com o fato de o semanário ter sido intitulado Charia Hebdo (Semanário da Lei Islâmica). Na capa, uma caricatura de Maomé, convidado para ser o redator chefe da edição. Dizia a charge: “100 chicotadas para aqueles que não morrerem de rir”.
Charb recebeu várias ameaças de morte. Desde então o diretor do semanário vivia sob proteção policial. Idem a nova redação do jornal.
É claro que Charb e os jornalistas/caricaturistas do semanário satírico não mereciam ser vítimas dessa barbárie.
No entanto, aceitaram o risco.
Outro a aceitar o risco foi o filósofo Robert Redeker. Em 2006, escreveu um artigo criticando a religião muçulmana em um diário que representa a imprensa “livre”, o Le Figaro. A Al-Qaeda colocou a prêmio cabeça de Redeker, conselheiro do jornal acadêmicoLes Temps Modernes, fundado por Jean-Paul Sartre. Desde então, Redeker, entrevistado várias vezes por esta CartaCapital, vive sob proteção policial em endereços desconhecidos.
Em suma, não houve ataque contra o Le Figaro, visto que o artigo era assinado por Redeker. O diário se desolidarizou de Redeker.
Na quarta-feira 13, um milhão de exemplares de Charlie Hebdo serão vendidos nos quiosques, em vez dos habituais 60 mil. Oito páginas, em vez das costumeiras dezesseis. Isso graças aos fundos oferecidos por outras plataformas da mídia.
Mas é importante frisar: “Não somos todos Charlie” porque não se tratou de um ataque contra a “imprensa livre”.
A República foi atingida nestes últimos dias. É preciso mudar o slogan para deixar claro o seguinte: nossa luta, neste caso, é contra o terrorismo.

Fonte: Carta Capital
Nossa opinião: 

Eu sinceramente depois que vi as charges e o histórico do chargista comecei a ficar na dúvida de até onde vai a liberdade de expressão e a criminalização das palavras e das imagens...

sábado, 10 de janeiro de 2015

Rubens Barrichello mostra o quanto é inteligente

Fazer piada é para os fracos, Rubens Barrichello ensina o que é senso de humor.

O senso de humor é variado entre as pessoas, uns fazem piadas mas não aceitam receber piadas, outros nem fazem nem aceitam. Mas, o mestre mesmo é aquele que faz piada de si mesmo. Esse é o cara. 

Como todos sabem o Rubens Barrichello participa de uma campanha brilhante da Vivo onde o ruivo tira uma onda com ele pelo fato dele ser considerado "lento" nas pistas. Mas o brilhantismo da campanha está justamente ai. No momento que Rubens Barrichello aceitou fazer tal publicidade ele mostrou o quão inteligente é. O cara sabe da fama (lógico) e faz piada com isso. Nesse momento a fama se desfaz em um mar de brilhantismo do piloto.

Rubens Barrichello é para mim um dos maiores pilotos do mundo seja em que categoria for. Ele sempre foi bom, sempre esteve entre os primeiros e só não foi campeão mundial devido à regras esdrúxulas da Ferrari naquele momento histórico. Todos sabem o quanto ele foi importante como atleta (se assim pode se dizer de um piloto) e como ícone representando seu país.

Você sempre nos orgulhou e sempre nos orgulhará com sua simpatia e seu sorriso sempre exposto. Uma salva de palmas para Rubens Barrichello.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Ataque terrorista na França é um ataque direto à Voltaire


Pode parecer mentira, mas esse ataque terrorista ao cartunista francês Stéphane Charbonnier é um ataque direto ao pensamento de Voltaire que vêm desde muito tempo solidificando essa falsa democracia em que vivemos.

"Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo."

Essa frase parece tão simples e óbvia, mas isso para nós do ocidente. Muitas culturas vivem o mundo do autoritarismo, do machismo e de milhares de outros ismos que, muitas vezes em nome de uma religião, acabam causando mortes, guerras e mutilações.

Estamos no século 21 e cada mais me parece que estamos regredindo como seres humanos. Já enviamos o homem à lua, estamos nos preparando para visitar marte, descobrimos os segredos da física astronômica e da mecânica quântica mas ainda nos deparamos com notícias que me deixam perplexo.

O quão idiota pode ser o ser humano? Até que ponto o homem vai usar seu lado reptiliano do cérebro para gerir sua vida? Até que ponto um ser humano pode se entregar aos achismos de séculos atrás.

Imagino o que se Deus existir ele deva ser um "ser" tão evoluído intelectualmente que conseguiu dominar todos os segredos de todas as ciências juntas, de forma complexa e sistêmica. Ele tem o conhecimento de criar o espaço-tempo, as leis da física, as leis da biologia e da bioquímica. Imaginem o ser que cria estrelas, as destrói para formar vida em planetas olhando para um acontecimento deste. Isso é no mínimo um absurdo lógico, quanto mais religioso.

Se Deus existir da forma como os cristão acreditam então ele já está mais do que na hora de voltar e apagar logo esse erro de projeto chamado "humanidade". Leve quem tem que levar e faça o que tem de fazer com quem merecer.


Obs: Eu acho sinceramente que Deus foi tomar um cafezinho na sala, quando ele voltar terá passado uns milênios na Terra. Quando ele vir o resultado do processamento de dados deste universo ele vai reiniciar a máquina, tenho certeza...

Fonte da charge: www.seuguara.com.br

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A entrevista nem é sátira nem é crítica. Não justifica o perigo que causou

Nem sátira nem crítica, 'A Entrevista' é apenas vulgar

Humor pouco elaborado e visão irrealista da política e da realidade norte-coreana compõem um roteiro fraco, que não justifica um incidente internacional mais sério

Causaria espanto se o conteúdo insípido do filme A Entrevistapudesse, por si só, de fato causar um incidente internacional grave entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. Não é surpresa que quase tenha se transformado num ícone patriótico, como ameaçou ocorrer.
Se muito, A Entrevista entrará para a história como um daqueles filmes em que os fatos que o cercam são mais interessantes do que seus méritos de fato. A história dos dois jornalistas que viajam para a Coreia do Norte para entrevistar ― e assassinar ― o ditador King Jong-un tomou os noticiários em junho, quando a distribuidora americana sofreu ameaças de “ações implacáveis” contra os EUA caso o filme fosse lançado. Decidiu, então, adiar a estreia e alterar digitalmente as imagens gravadas.
O grande desenvolvimento na história viria em novembro, quando um grupo de hackers invadiu o sistema da Sony Pictures, vazou outros longas e divulgou informações confidenciais, exigindo o cancelamento do filme “terrorista”. Em dezembro, vieram ameaças de ataques terroristas que levaram inúmeros cinemas americanos a cancelar sua exibição e aSony a dizer que não tinha planos de lançá-los. No Natal, porém, o título foi disponibilizado na internet e em salas dos EUA. Não há data para chegar ao Brasil.
Para especialistas, nunca apareceram provas irrefutáveis de que a Coreia do Norte estivesse de fato por trás dos ataques, e a despeito dos muitos especialistas que o afirmaram, o presidente Barack Obama reiterou a versão numa coletiva de imprensa em que prometeu “retaliações”. A possibilidade de um conflito, mesmo que iniciado por motivos triviais, foi logo agarrada na cobertura de veículos locais que não raro dispensam questionar pronunciamentos oficiais da Casa Branca. Então, os Estados Unidos anunciaram novas sanções à Coreia do Norte por conta dos ataques.
Por trás das ameaças dos hackers, estava a noção de que o ditador norte-coreano da vida real pudesse ter se enfurecido de tal forma com sua versão fictícia que estaria disposto a criar um conflito internacional para que ela nunca visse a luz do dia. Mas, de certa maneira, Kim Jong-un nunca foi retratado de fato no longa. Ao contrário, parece apenas emprestar o nome a alguma fantasia norte-americana do que seria um vilão oriental.
A Entrevista 2
Seth Rogen e James Franco em cena do longa
Diante de todo o prólogo, americanos foram à estreia especial com bandeiras do país, num ato político, como se A Entrevista representasse algum tipo de ato patriótico contra o terrorismo no mundo. Não representa. Nem sequer pode ser considerado uma sátira como outras comédias que se debruçaram sobre regimes políticos de diferentes épocas. Antes, visa um público-alvo que, em sua maioria, nem sequer saberia apontar a Coreia do Norte num mapa.
Passada a onda patriótica e as ameaças dos especialistas do telejornalismo, o filme foi destroçado pela crítica e é, hoje, pré-candidato ao Framboesa de Ouro, que todos os anos premia os piores produtos da indústria.
São tantos e tão flagrantes as concepções equivocadas acerca da política internacional em A Entrevista que o roteiro beira o fiasco, a irrealidade. O personagem de Seth Rogen é o produtor de um programa de entrevistas de celebridades. Ressente-se do fato de não ser capaz de trabalhar com jornalismo sério, como seus colegas de faculdade. O tempo irá mostrar que a verdade é que ele não é capaz de tanto.
Seu parceiro é o apresentador ingênuo e bem intencionado vivido por James Franco. Juntos, eles colocam no ar uma atração que explora estereótipos e humor rasteiro. É assim que, por exemplo, o rapper Eminem justifica suas letras sempre marcadas por ódio: era gay o tempo todo.
Visto que o ditador norte-coreano é um improvável fã do programa, a dupla cruza o mundo para encontrá-lo, que é onde entra a CIA. A agência decide que os dois são os mais qualificados para livrar o mundo desse mal. Quando desembarcam, conhecem um Kim Jong-un que se mostra um americanófilo enrustido. É fã da cantora Katy Perry, de basquete e de carros importados ― para Hollywood, nem o inimigo pode ser comunista, ainda que na ficção.
Como para o produtor médio do cinema americano a vida não se pinta com sutilezas, o humor de A Entrevista é um apanhado de bizarrices, escatologia, desencontros óbvios e muitas, demasiadas referências à região anal. E só.
Para a Coreia do Norte fictícia, não há plano de transição de governos ou qualquer tipo de cooperação internacional: a democracia terá de nascer por conta própria, ao raiar de um novo dia, sob fogos de artifício. O tipo de ilusão que não pode, em momento algum, ser levada a sério, e que mostra um roteiro inspirado numa extensa pesquisa num feed do Twitter e nos chavões dos comentários de mais baixo nível da internet.
Não se pode dizer que a falta de compromisso com a realidade seja, neste caso, uma boa fórmula para o humor. Muito menos que o filme se enquadre de fato na categoria "comédia" ― que exige graça. A Entrevista é um besteirol que em nenhum momento se leva ou se presta a ser levado a sério. A estranheza nasce do fato de ter sido levado por tantos durante tanto tempo.