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sábado, 23 de março de 2013

Monografia sobre Objetos educacionais e geografia


Olá pessoal, eu estava meio sumido mas estou de volta para postar esta monografia de conclusão de graduação pelo IFRN. O tema é "EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA: APLICAÇÃO DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM NAS AULAS DE GEOGRAFIA".
Para que saibam do que se trata postarei o resumo aqui e a quem interessar segue o link do download do trabalho por completo.

RESUMO:


O presente trabalho tem como proposta fazer uma análise de como os Objetos de Aprendizagem podem auxiliar no processo de ensino-aprendizagem da geografia. Diante das constantes transformações as quais a sociedade vem  passando e consequentemente a educação, surge a necessidade de se pensar constantemente as práticas docentes e de transformá-las na medida dessas transformações sociais. O aluno perdeu o interesse pela escola tradicional e cabe ao professor pensar em novas formas de atraí-lo a mesma. Os Objetos de Aprendizagem aparecem como ferramentas tecnológicas de cunho pedagógico com essa premissa. Assim, foi escolhida a Escola Estadual Prof. Ana Júlia de Carvalho Mousinho, uma vez que conta com equipamentos necessários para o desenvolvimento da atividade proposta. Durante este trabalho procurou-se entender a dinâmica da escola escolhida, os métodos utilizados pelos professores e a opinião dos alunos perante a escola e os professores. Para tanto foi realizado levantamento  bibliográfico, registros fotográficos, aplicação de questionários, acompanhamento de aulas e aplicação do Objeto de Aprendizagem em sala de aula, a qual teve um resultado muito positivo por parte dos alunos que participaram dessa prática. Com este trabalho foi possível verificar a importância de se pensar as práticas de ensino, de proporcionar ao aluno uma educação mais contextualizada e dinâmica. Nesse sentido a tecnologia surge como principal ferramenta de ensino e o Objeto de Aprendizagem, como parte desta, é sugerido como um  meio alternativo para a consolidação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula. 

Palavras-chave: Ensino. Geografia. Objeto de Aprendizagem.


Link: http://www.4shared.com/office/MSZiJKuv/Monografia__Objetos_educaciona.html? 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Nós não temos heróis

Não quero falar aqui sobre os ideais obscuros por trás das Olimpíadas e sim voltar-me-ei para a questão cultural somente (as questões obscuras ficam para um outro texto). A abertura e o encerramento desse evento serve para mostrar um pouco da cultura do país cede e do próximo que irá receber o evento.

A Inglaterra na sua abertura e no encerramento mostrou coisas incríveis da sua história como a revolução industrial, suas tecnologias, atletas conhecidos mundialmente pelos seus feitos, intelectuais e os heróis da sua cultura em geral. Por incrível que pareça (ao meu entendimento) ainda teve a coragem (ou cara de pau) de mostrar indianos levantando um inglês. Não sei se foi no contexto "eles nos ajudaram a ser o que somos hoje", ou se foi no contexto de "estamos acima de vocês".

Mas ao fim do encerramento surge a homenagem feita ao próximo país cede, no caso, o Brasil. Esse é o momento de retirarmos todos os estigmas que o mundo tem sobre nossa cultura, poderíamos acabar com essa ideia estrangeira de "o país das bananas", "o país do futebol" e "o país do sexo". Mas ainda não foi dessa vez que isso aconteceu.

Logo de cara surge um gari no palco, ele começa a dançar e atrapalha o evento. Um segurança chega e pede que ele se retire. Nesse momento o gari o convida para dançar e o faz de melhor forma que o "gringo". Surge a ideia de que o brasileiro é superior por saber sambar como ninguém. Que diferencial nossos governantes escolheram para mostrar ao mundo, "nos dançamos melhor que todos vocês!".

Pouco tempo depois surge o "malandro", aquele cara de vestido branco, chapéu tradicional, sapatos de couro que vive nos bares de Copacabana tomando cerveja e cantando samba. É isso mesmo, primeiro um gari e depois um malandro. O gari ainda trabalha, mas o malandro é o "fim da picada" para representar o brasileiro.

A panacéia ainda não terminou. A terceira figura que entra em palco são os índios. Ora porque índios? Eles são cidadãos brasileiros? Eles gozam dos direitos de todo brasileiro que estão contidos na "utópica" Constituição de 1988? Não, não, nossos índios foram assassinados por nós, seja de forma direta ou de forma indireta. Não os respeitamos, tomamos suas terras, suas mulheres e matamos seus filhos. Hoje ainda fazemos questão de tomar as suas terras e aculturá-los. Sem falar que ninguém quer ter um filho com cara de índio, os brasileiros querem ter filho com cara de holandeses (perguntem nas ruas e dirão que não). Os EUA têm índios, mas eles não os mostram em suas aberturas e cerimônias, pois sabem que os chacinaram historicamente. Não existe sentido no Brasil mostrar os índios se o país não os respeita.

A quarta representante do Brasil é uma modelo, magra, alta, branca, bem ideal, representante perfeita da ditadura da beleza que rege o ocidente. Ainda me pergunto o que aquela mulher estava fazendo ali. Ele não tem nada de exemplar para mostrar, não é um exemplo, não chegou ali com estudo, ela é somente a materialização da beleza "perfeita". Não é exemplo de representação de um povo.

Por fim, a quinta figura representante do povo brasileiro, a mulata sambando. Digo mulata com propriedade pois existiam mulheres brancas pintadas de negro em meio as que entraram no palco. Da mesma forma que a modelo supracitada não existia sentido em colocá-las ali. Eram mulheres com a sexualidade exuberante, semi-nuas sambando e tocando tambores. Para quem é adepto do sexo-turismo foi uma "mão na roda". O comentarista da tevê ainda falou, "foi horrível, nossas mulatas do carnaval são muito superiores". Que exemplo de brazilidade para o mundo.

Resumindo a panacéia, o que quiseram passar para a platéia sem senso crítico foi: "O Brasil, país da diversidade, da paz e do samba está de portas abertas para vocês". O que quiseram passar para os que virão gastar dinheiro por aqui foi: "O Brasil, país do sexo, da vida fácil, das florestas não protegidas o aguarda junto com seus investimento e com seu dinheiro. Venha para o Brasil, invista pois o povo é acéfalo e de tabela ainda pode ver um índio e levar uma de nossas mulatas para casa".

Sem elitismo ou preconceito, (pois sou classe média baixa e pardo) não quero criar polêmica com esse texto, mas quero abrir os olhos do brasileiro (da classe média que tanto Milton Santos fala em sua obra Por uma outra globalização) para o fato que, em nossa cultura, nós não temos heróis! Nada contra o gari (sem eles nossa cidade seria um caos), mas nós deveríamos ter alguém com um feito mais memorável para dar entrada na nossa representação cultural. Não era para ali terem top models, e sim escritores famosos do Brasil que nos representam pelo mundo. Por que não colocar a foto de Paulo Freire em algum momento? E Santos Dumont aonde fica? Até mesmo o Marcos Pontes já seria um bom exemplo pra ser mostrado assim como o negro Zumbi dos Palmares representando a luta pela liberdade.

Parei o parágrafo acima pois não consegui pensar em mais ninguém. Getúlio Vargas? Tiradentes? Não, não, elitistas demais, existe muita coisa obscura acerca desses personagens. Antônio Conselheiro? Talvez, mas quando a religião vira utopia generalizada não se espera muito de uma nação. Princesa Isabel? Essa não, sabemos muito bem das pressões inglesas acerca da libertação dos escravos. Ora, então quem são os nossos heróis? A verdade é, não os temos. 

O que se espera de uma nação sem exemplos, sem heróis? A polícia deveria ser nossos heróis, mas ela atualmente mata da mesma forma que os traficantes matam. Os médicos? não, não, viraram mercenários, vampiros bebedores de sangue dos doentes buscando sempre os planos de saúde que pagam melhor e buscando as especializações que tem maior retorno financeiro. Busque um pediatra e entenderá do que eu estou falando. E os intelectuais? ele seriam nossos heróis pensando um futuro melhor? Desculpe, mas não. Gostaria de dizer que sim, mas o capitalismo penetrou nas universidades de forma que dita os caminhos da ciência. Esse caminho é sempre voltado para o capitalismo. Hoje não se pensa no celular mais barato para todos terem acesso à informação, se pensa no mais moderno para "quebrar" a concorrência e se é mais moderno é mais caro consequentemente. O pobre perde o direito de obtê-lo. Se o pobre não o tem a tevê diz que ele não é gente se não o tiver. A violência se alastra nas ruas, o pobre mata para ter o que lhe é negado.

Chegamos longe? Saímos de uma festa de encerramento das Olimpíadas e paramos no caos social. Mas é assim mesmo, já diziam os adeptos da teoria do caos "o simples bater de asas de uma borboleta aqui pode provocar um furacão na China". Ou seja, precisamos de heróis, heróis de verdade, grandes exemplos de brasileiros que lutem pela nossa nação ao todo, sem distinção de cor, religião ou classe social. Precisamos de heróis que façam o Brasil sair da condição de "país das bananas, do sexo e do futebol" para o "país do futuro", o "país da educação".

Obs: Espero que vocês tenham senso crítico de saber o porquê de não falar acerca da Xuxa, do Airton Senna e do Pelé.

domingo, 5 de agosto de 2012

O neoneocolonialismo?

A globalização é, segundo Milton Santos, fábula e perversidade. Como o mundo está mapeado o capitalismo não demorou muito para perceber o quanto os antigos impérios e as antigas ditaduras do mundo não moderno são potenciais mercados consumidores caso se adequem ao modelo "democrático" capitalista. Junto com a potencialidade petrolífera temos a desculpa perfeita para as invasões.

Primeiro foi o Iraque por meio da força unilateral dos EUA e com a desculpa "vocês tem armas químicas!" indo até mesmo contra a ONU. O mundo não aceitou essa unilateralidade americana. Parece que eles perceberam que o mundo não precisa dos EUA. Os acordos multilateriais ganharam força em todo o mundo e os EUA baixaram um pouco a cabeça e aceitaram essa nova forma de relação internacional pós Bush (é como se a ONU dissesse, saiba ser imperialista meu amigo, os tempos mudaram).

Veio então a Primavera Árabe, coincidentemente dentro dessa realidade global de necessidade de mais mercados consumidores e de mais matérias primas, vide petróleo. O alvo são os governos ditatoriais - não democráticos. Até mesmo quem já foi aliado dos EUA se torna inimigo, "precisamos instalar a democracia" gritam os rebeldes. Mas quem são esses rebeldes? Saídos do nada e tão bem armados? Aparecem rebeldes em cima de tanques de guerra em todos os lugares, armados com os mais modernos fuzís e metralhadoras. A mídia diz "é o povo clamando por democracia!". Desde quando o povo sabe o que é democracia? Por acaso a "utopia" não se instala em todos os governos de formas diferentes (futebol em alguns, em outros basquete, em outros religião etc.). Foi preciso alguém se infiltrar nesses territórios e explicar o que é democracia (pelo viés da burguesia) e como se usam as armas modernas emprestadas - claro.

Essa é a resposta que nunca será aceita nos vestibulares atuais (quem sabe daqui a uns 10 a 20 anos): A primavera Árabe é uma nova forma de imperialismo, é um novo colonialismo (assim como o tradicional) e o neocolonialismo pré guerras mundiais. A ONU é uma instituição hipócrita fomentadora da "democracia" e por seguinte, da sustentação do espaço para a implantação da globalização perversa e do capitalismo informacional. O povo árabe (rebeldes), assim como na Revolução Francesa se armou para cavar a própria cova. A mesma ajuda indireta fornecida pelos EUA nas guerras paralelas ocorridas no período conhecido como Guerra Fria está ocorrendo novamente, sempre de forma infiltrada e sorrateira.

A discussão aqui não é apoiar os regimes ditatoriais que lá existem, e sim avisar ao mundo dessa nova forma perversa de expansão do capitalismo. As ditaduras devem ruir, a democracia deve surgir, mas não essa democracia capitalista. A democracia que queremos é uma democracia onde o povo governe não a burguesia. Que o povo possa intervir com mais força nas ações do governo, que os políticos corruptos sejam condenados exemplarmente, que a renda seja dividida de forma equânime e que os direitos sociais sejam fomentados ao extremo. O que queremos é uma nova globalização (Milton Santos) e quem sabe, um mundo mais justo e melhor de se viver.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tudo de ruim é motivo de piada


No Brasil é comum personagens em filmes de comédia ou até de programas de comédia fazerem piadas como trocar palavras, ou falar errado a todo momento. Porém, você já viu algum filme americano ou europeu fazer piadas nesse sentido com personagens analfabetos? Sabe o motivo de você não ver piadas desse sentido? Simplesmente pelo fato destes países não saberem o que é analfabetismo. Se sabem, lutam para erradicá-lo e não o tratam como piada pois sabem que é coisa séria.

No Brasil o pobre e o analfabeto são os personagens nos filmes e programas de comédia; eles falam errado e você na sua casa ri com isso. Nesse país o analfabetismo é tratado como piada. A corrupção vai no mesmo caminho, aos poucos se tornando instrumento de piadas de programas vide Zorra Total até chegar ao ponto que ficará igual ao fato do analfabetismo crônico destes personagens, uma coisa natural.

Não sou defensor do uso da língua formal a todo instante, mas defensor do respeito para com essa realidade deplorável que assola o país do carnaval.

Tudo de ruim aqui é motivo de piada, mas é natural, basta você fazer uma experiência no seu cotidiano: Quando estiver no ponto de ônibus perceba, quando vem um ônibus lotado e este para mais a frente da parada, todos que precisam do ônibus saem correndo atrás dele para subir, mas perceba a feição nos seus rostos, eles correm e sobem no ônibus sorrindo como se fosse engraçado correr atrás de um ônibus lotado para chegar em casa. Eles esquecem que estão diariamente pagando os maiores impostos do mundo e tendo o direito de não ter de passar por tamanha humilhação.

Típico do brasileiro.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Vida marinha nas profundezas do oceano- Aula experimental

Olá pessoal estou trazendo hoje a primeira aula experimental do meu novo projeto, um curso completo de Geografia para alunos do ensino médio e para concurseiros em geral. A primeira aula trata da vida nos oceanos enfatizando os bentos, que são seres que vivem no abissal.
Em breve estarei postando a segunda aula experimental: Sismos e tsunamis.
Até lá!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A demografia e a política da erotização no Brasil


A muito tempo o Brasil é conhecido como o país do Carnaval, porém, como tudo na história da humanidade, isso também tem um motivo. Para entender porque o Brasil tem a fama de país do sexo livre no exterior primeiro precisamos entender como a população se reproduz ao longo dos tempos, pois um fator pode influenciar diretamente o outro.
No tocante à reprodução humana podemos afirmar que a população tende a se reproduzir mais em épocas de conforto econômico, e tende a se reproduzir menos em épocas de problemas econômicos (vide guerras, grandes desastres naturais etc). O Brasil, assim como o mundo, teve um surto de crescimento na taxa de natalidade a partir do fim da Segunda Guerra Mundial ("baby boom"), pois de certa forma, melhoraram as infraestruturas seja no tocante à educação, à saúde e ao saneamento básico em todo mundo (ou em parte dele).
Porém, esse surto foi sufocado pela crise do petróleo de 1973. Como afirmado, em época de problema econômico, as taxas de natalidade diminuem. Porém, na década de 90, com a volta da democracia e a implantação de um modelo neoliberal o Brasil começou a se reestruturar economicamente (o que só viria a acontecer cerca de uma década depois).
É aqui que entra um fator histórico nesse país. Aqui sempre ouve por parte da maioria dos governantes a ideia de que o país cresce quando a população também cresce. Por isso grandes taxas de natalidade sempre foram bem vistas por parte dos nossos governantes. Porém, a partir do governo FHC, quando a moeda se estabilizou e a economia estava mais organizada e preparada para encarar o capitalismo moderno (estado enfraquecido, privatizado e portas abertas para multinacionais) o fenômeno da taxa de natalidade começou a declinar.
É sabido que o fenômeno da natalidade segue a lógica econômica do país, mas existe outro fator que influencia diretamente esse crescimento populacional, é o pensamento da mulher moderna, que prefiro chamar de revolução das mulheres. A mulher moderna tende a ter o nível educacional mais elevado que o homem nesse momento histórico no Brasil. Atrelado a esse fator ainda existem os métodos anticoncepcionais que dão o poder à mulher dela escolher o momento certo para reprodução. Ainda existe o fator do trabalho, pois a mulher moderna por ter mais educação está ocupando aceleradamente os cargos que antes não ocupavam. Quanto a evolução do trabalho feminino existem pensadores que atrelam sua existência à evolução do nível educacional das mulheres, já outros afirmam que sua evolução na tomada de cargos e postos é devido aos seus salários serem mais baixos que os dos homens e, por terem as mesmas qualidades no tocante ao trabalho, se tornam funcionários menos dispendiosos para a empresa.
Então, sabendo dessa evolução econômica do país e atrelando a ela a revolução das mulheres, temos uma taxa de crescimento em decréscimo. É aqui que entra a chamada política da erotização precoce no Brasil. Justamente na década de 90 já tínhamos uma geração erotizada devido à década passada já existirem programas infantis com apresentadoras vestindo roupas extremamente curtas e gestos e danças nada pedagógicos. Os programas infantis com apresentadoras vulgares iniciaram uma geração que cresceu extremamente erotizada nesse país. Junto a esses programas surgiram também os grupos de axé com dançarinas usando shorts minúsculos e cantando letras de músicas extremamente alusivas ao sexo. Era comum ver crianças dançando e cantando sucessos como "Pau que nasce torto nunca se endireita" ou "segure o tchan". Na época do carnaval, uma dançarina dançava nua, apenas com parte de seu corpo pintado em rede nacional na tv para todas as crianças verem e em todos os horários. Pura alusão ao sexo.
Pode parecer caretice, mas não é. A Psicologia afirma que a personalidade de uma criança é formada pelo que ela copia dos pais e do mundo. Se ela vive em um mundo erotizado, ela tenderá a se erotizar precocemente. Aqui entra outro fator importantíssimo que é o consumo. Uma criança erotizada se adaptará mais rapidamente à chamada ditadura da beleza e consequentemente tenderá a consumir mais e mais cedo, tudo que o capital deseja. Porém, o fator mais importante é a tentativa de acelerar o crescimento das taxas de natalidade no país, pois, mais pessoas, mais mão de obra,  mais exército de reserva na força de trabalho e menos problemas na previdência social.
Por fim, dados todos esses fatores, podemos afirmar que, a política da erotização precoce do brasileiro pode estar diretamente relacionada com as taxas de natalidade e o crescimento econômico no Brasil além da sua fama internacional como o país do sexo. O capital usando dos meios mais sórdidos possíveis consegue se perpetuar no espaço e no tempo, destruindo os pilares da ética social por meio da mídia e apelando para influências psicológicas até mesmo na formação de uma geração, que, crescida e porque não dizer "cevada", irá consumir mais e reproduzir cada vez mais o consumismo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

História da industrialização brasileira e os novos impostos sobre carros importados


Economicamente pode-se afirmar que, até o momento, o Brasil teve quatro grandes fases: unicamente agrário; economia voltada para mineração; com indústria de bens não duráveis e agricultura voltada para a exportação do café; industrializado com bens duráveis e com agroindústria exportadora. Cada uma dessas fases teve suas peculiaridades, mas, em nenhum momento da história o Brasil teve tantas possibilidades quanto a que se vive atualmente.

Brasil agrário exportador:
Primeiramente, o Brasil enquanto império tinha sua economia totalmente voltada à agricultura exportadora, seja de cana-de-açúcar, algodão ou até mesmo café (no fim do segundo império). Aqui, até a vinda da família real (1808), era proibido de se produzir bens industriais pois o Brasil era mera colônia de Portugal e a metrópole não queria concorrência com seus produtos.


Brasil voltado para Mineração:
Esse é o momento em que são descobertas riquezas minerais onde hoje se encontra o estado de Minas Gerais (1709-1789). Praticamente a economia açucareira entra em declínio com a concorrência na América Central forçando a economia a voltar-se totalmente para a mineração. Aqui ocorre o marco inicial do desenvolvimento da Região Sudeste do país. Logicamente, ouro e prata não brotão em árvores e chegaria o momento em que as riquezas acabariam. Esse momento ocorreu na transição do primeiro reinado para o período regencial.

A república, o início da industrialização e o café:
A vinda da família real (fugindo de Napoleão) permitiu um primeiro avanço no Brasil em termo de produção independente. As manufaturas estavam liberadas e isso fomentou as economias locais. Mesmo assim a industrialização só começou a ocorrer com os incentivos do Barão de Mauá, que, além de iluminar o Rio de Janeiro, ainda construiu as primeiras ferrovias do Brasil no fim do segundo reinado.
Esse momento de transição de império para república marca o nascimento da industrialização brasileira, que só iria alavancar na Era Vargas. Porém, essa indústria brasileira foi tímida por várias décadas pois o Brasil teimava em centralizar sua economia em um único commodity, o café.
Mas o "rei café" sucumbe à crise de 29 forçando o Brasil a investir definitivamente na industrialização. Alguns fatores ajudaram a nossa industrialização, como as guerras mundiais que fomentaram a chamada política de substituição de importações. Essa política consistia no seguinte: A classe média e alta brasileira estavam acostumadas com o luxo dos produtos vindo do exterior (eletrodomésticos, carros etc.), mas as guerras mundiais fizeram os países da Europa deixarem de produzir  tais produtos. O Brasil tinha que produzi-los para abastecer seu mercado interno, e assim o fez.
Vargas ainda investiu pesadamente na indústria de base brasileira (Petrobras, Companhia Siderúrgica Nacional, vale do Rio Doce etc.) mas, mesmo com todos esses investimentos, nossa indústria ainda não era de ponta. A maioria da nossa produção ainda era de bens não duráveis.

Brasil com industrialização definitiva e agronegócio:
Para mudar essa situação Juscelino Kubitschek permite a entrada de multinacionais montadoras de automóveis no Brasil e esse é o marco de uma nova era que começaria a absorver tecnologia de fora e produzir bens duráveis de alta qualidade. Estava instaurado o modal rodoviário como matriz de transporte no Brasil (o que aumenta o custo Brasil até hoje).
Com a crise de petróleo em 1973 os governos militares investem no Pró-álcool e na nova fronteira agrícola, implantando no Brasil o agronegócio (agricultura que usa: maquinário de alta tecnologia, biotecnologia, defensivos agrícolas e tem sua economia voltada para exportação). O Brasil cresce muito com essas atitudes e com o controle da inflação com o Plano Real a economia finalmente se estabiliza.

Momento atual e o aumento dos impostos sobre os carros importados:
Como se vê, o Brasil teve que percorrer uma longa trajetória para chegar ao patamar que está hoje, o de um país industrializado, com agricultura exportadora de alta tecnologia, participante do BRIC (grupo de países emergentes com Brasil, Rússia, Índia e China), com a possibilidade de se tornar o 6º maior produtor de petróleo do mundo (caso as expectativas sobre o pré-sal estejam corretas), acolhedor dos dois maiores eventos esportivos do mundo (jogos Olímpicos e Copa do Mundo de futebol) além de não sofrer grandes impactos com a atual crise econômica mundial.
Hoje o Brasil, estando nessa realidade econômica, pode barganhar economicamente junto à outros países. A notícia de que serão aumentados os impostos sobre automóveis importados é extremamente satisfatória para o país, afinal, se é do interesse de algum país vender seu automóvel no Brasil (que apresenta um ótimo mercado consumidor), que produza-o aqui gerando emprego e renda para os brasileiros. Outro fator importante dessa vinda de montadoras para o Brasil é a assimilação de tecnologias pela nossa mão-de-obra.
Em suma, o Brasil já tem moral para se impor sobre outras economias, afinal, somos o seleiro do mundo na produção de alimentos e temos uma economia estável com grande mercado consumidor. Já estava mais que na hora de iniciarmos nossas queixas histórias para com as atitudes das economias estrangeiras. O mundo tem que aprender a respeitar o Brasil se quiser uma parcela do nosso mercado consumidor.