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sexta-feira, 8 de julho de 2011

A problemática do aborto no Brasil


A questão do aborto no Brasil está se tornando cada vez mais complicada. Isso ocorre devido a alguns fatores como: cultura da erotização, falha nos sistemas de educação e saúde, existência de clínicas clandestinas que praticam esse crime.
Primeiramente, a mídia televisiva promove no Brasil por meio de programas e novelas a erotização do brasileiro. Ainda existe na nossa cultura festas como o Carnaval, onde bandas com músicas e danças sensuais fazem total apologia ao sexo livre.
Atrelado a essa problemática está o falho sistema educacional brasileiro. A escola pública, devido à falta de investimentos, não consegue ensinar eficientemente às crianças a importância da prevenção na hora da prática sexual.
A saúde pública por outro lado ignora a realidade brasileira de um povo desinformado e influenciado pela cultura da erotização. Isso fulmina em milhares de jovens engravidando a todo momento e não querendo levar a gravidez adiante. Estas acabam recorrendo às clínicas clandestinas de aborto.
Todos esses fatores fazem do aborto, que deveria ser usado como forma de proteger a mãe em caso de estupro ou má formação do feto, uma prática comum no Brasil.
Diante do exposto, pode-se concluir que o aborto no Brasil é um problema cultural e se agrava com o decadente sistema público de educação e de saúde. Cabe ao governo investir na educação para que o brasileiro crie a noção da importância do sexo seguro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Televisão: vilã ou heroína?


A televisão é um dos meios de comunicação mais usados atualmente. Pelo seu uso ter pontos positivos e negativos, surge a pergunta: seria a tevê vilã ou heroína em nossas vidas? Para responder a essa pergunta temos que analisar as duas vertentes do problema.
Primeiramente, como pontos positivos na utilização da televisão temos: as informações do dia-dia no mundo que chegam por meio dos jornais,, o entretenimento proporcionado pelos esportes e filmes além da possibilidade de se estudar via-satélite aumentando a gama de conhecimentos do telespectador.
Por outro lado, deve-se tomar cuidado com toda a informação que chega por meio da tevê, pois as elites dominantes, adeptas de métodos neoliberais, usam a televisão como meio de alienação e aculturação da massa alterando informações e criando o ciclo vicioso da sociedade de consumo.
Outro fator negativo do uso da tevê é o fato da separação das pessoas, que antes se reuniam nas praças para discutir diversos assuntos, como problemas sociais, mas agora  se isolam em ambientes separados, cada uma assistindo a programação de seu interesse individual.
Diante do exposto pode-se afirmar que a televisão nem é vilã, nem é heroína em nossas vidas, e sim um meio de se captar informações e entretenimento, mas que deve ser usado com olhar crítico, não se deixando influenciar ou alienar com as informações distorcidas que eventualmente surgirão na programação diária. 

domingo, 29 de maio de 2011

Problemas da política brasileira


A política brasileira é considerada corrupta, oligárquica e por que não dizer, representada por neoliberais. Esses pequenos grupos dominam o país à séculos, e com o apoio da mídia perpetuam seu poder.
No que se refere à corrupção, parece que essa já se tornou algo normal para a população. Todos os dias os jornais emitem notícias sobre o assunto e nada é feito. No "ranking" mundial de corrupção o Brasil está entre os primeiros.
Existe também no Senado e na Câmara dos Deputados uma bancada ruralista formada por antigos coronéis oriundos do coronelismo que travam todas as possibilidades de ocorrer a reforma agrária.
Essa situação é agravada pois as leis constitucionais que se referem às eleições criam um sistema desigual onde, no horário eleitoral gratuito, pequenos partidos tem menos tempo para expor suas ideias do que os grandes partidos.
Todos esses fatos fulminam em um sistema político  que representa os interesses neoliberais enfraquecendo o Estado, e promovendo as desigualdades sociais.
Diante o exposto, pode se concluir que a política brasileira é falha, corrupta, não voltada aos interesses de desenvolvimento social, e sim aos interesses do capitalismo neoliberal.

sábado, 23 de abril de 2011

Os partidos políticos no sistema republicano



              A muito se fala que neste país não existe democracia. De certa forma este dito popular está correto. O Brasil é um país governado por um regime republicano, partidário e por que não dizer, segregador. Existe toda uma sistemática que impede a pluralidade ideológica no tocante à política. Em suma, uma minoria oligárquica se perpetua no tempo e no poder criando um governo voltado somente aos seus interesses.
Para entender como isso ocorre é preciso saber como funcionam os partidos políticos, afinal, são através deles que se chega ao poder. Um partido político é na teoria, uma união política formal de pessoas que tem uma mesma ideologia, e a seguindo, formam um plano para a sociedade. Pena que isso ocorra somente na teoria, pois na prática a realidade é bem diferente. Primeiro porque é preciso todo um aparato jurídico para se formar um partido político, e para se conseguir isto logicamente é necessário um alto nível educacional e organizacional destas pessoas integrantes.
Outro fator complicador no processo eleitoral do regime republicano é a necessidade de se investir capital nas propagandas políticas, pois estas, através da mídia, são um importante meio de se conquistar as massas. Logo, percebe-se que o pobre, produto da desigualdade social de uma nação capitalista, jamais conseguirá formar tal meio para se eleger e representar sua classe. Existem ainda atreladas a esse processo as alianças partidárias, que promovem uma desigualdade no tempo destinado no horário eleitoral para exposição de suas idéias. Quanto mais alianças um partido tiver, mais tempo lhe será dado para expor seus teóricos projetos, e assim, assimilar mais votos.
Sabendo desses fatos é possível concluir que apenas as elites capitalistas conseguem se organizar da forma necessária para elegerem seus representantes. Porém, ainda não foi abordado um aspecto nos partidos políticos, que é a forma como eles se apresentam em sua estruturação interna. Primeiro, pode-se dividir o partido em três grupos: O primeiro é formado por partidários comuns, ou seja, o povo de classe média que se afilia no intuito de conseguirem ascensão dentro do partido. O segundo grupo, a cúpula, é formada por uma minoria oligárquica, ou seja, a elite capitalista fundadora, e real parcela da sociedade que será beneficiada pelas ações do partido. O último grupo é formado pelos candidatos aos cargos políticos.
A relação entre os três grupos citados acima ocorre da seguinte forma: os partidários comuns não tem nenhum poder dentro do partido, eles simplesmente são manipulados de uma forma que acabam acreditando que suas votações internas realmente influenciam de alguma forma nos planos do partido. Ingênuo engano. A cúpula está acima de todas as decisões e irá escolher dentro do partido quem serão os candidatos aos cargos nas eleições. Os candidatos são pessoas especiais dentro do partido políticos. Existem fatores que determinam quem serão os candidatos, dentre eles, maior capital dentro do partido, simpatia para com a população, poder de persuasão, boa oratória etc. Muitas vezes o candidato é uma celebridade da mídia televisiva que nada entende de política, mas por ter destaque na sociedade se apresenta como uma boa opção para o partido.
Porém, caso ganhe a eleição, o candidato não terá poderes absolutos sobre o partido. Ele será o representante do mesmo, e estará diretamente subordinado às ordens da cúpula, que como sabe-se, é formada por banqueiros e grandes empresários. Ou seja, o candidato é uma mera figura ilustrativa no processo eleitoral no regime republicano. Ele funciona como uma marionete nas mãos da cúpula partidária e irá trabalhar para seus interesses.
Dessa forma, conclui-se que a democracia no sistema republicano é falha. Os partidos políticos são mais complexos do que se imaginam e formam um sistema segregador no tocante à ascensão de interessados em representar as classes sociais mais baixas. Sendo assim, o processo de geração de pobreza se perpetua na história, fulminando numa sociedade desigual e alienada, governada por oligarquias representadas por marionetes.

Qual a solução para este mundo?


O mundo passa por problemas gravíssimos atualmente. De um lado o desemprego, de outro a violência urbana e a desigualdade social, além da poluição demasiada. Estes são somente alguns dos problemas do nosso planeta, e a primeira vista não existem soluções.
A cada dia que passa temos mais e mais notícias de problemas relacionados ao desemprego. A taxa de desempregados só aumenta, e o número de empregos criados nas indústrias só diminue. Isso tudo ocorre devido as políticas de investimentos em fundos informacionais. O capital dos grandes empresários está sendo mais investido em capital especulativo do que na criação de novas empresas e indústrias. Essa política culmina no desemprego em massa e na formação de um grande exército de reserva e por que não dizer, de famintos.
Este problema causa outro por tabela, a desigualdade social. Estudos já mostram que a violência urbana não está ligada diretamente à pobreza, e sim a desigualdade social, pois o impulso de roubar surge quando o indivíduo percebe que na mesma sociedade existem pessoas convivendo com direitos materiais desiguais. Este choque causa revolta, e por isso ele parte para o assalto em busca do que lhe é negado socialmente. Hoje a desigualdade social é tão gritante no mundo que, mesmo em países que adotaram a pena de morte, não se vê a diminuição da violência urbana.
                Além destes problemas sociais ainda temos que enfrentar a problemática da poluição mundial. Este é um problema tão grave quanto os dois primeiros e a tendência é só piorar. Os países não sabem mais o que fazer com seu lixo. O Japão por exemplo está embarcando seu lixo em grandes fragatas e o jogando em fossas abissais no meio do oceano. O número de habitantes só aumenta e por tabela o montante de lixo. As indústrias que utilizam combustíveis fósseis poluem cada vez mais. As queimadas nas florestas ainda pioram o que já está péssimo, e atrelado a isso tudo está o efeito estufa.
                Sendo assim, como podemos acabar com estes problemas? A tarefa é difícil, mas não é impossível. Os dois primeiros estão diretamente ligados à desigualdade social. Um país que tem sua riqueza melhor dividida entre os habitantes sofre menos de desemprego e de violência urbana. Uma nação que investe mais em desenvolvimento de tecnologias tem uma sociedade mais culta em virtude dos investimentos em educação, por tabela, são criadas mais fábricas que empregarão o pessoal acabando com o desemprego, consequentemente, diminuindo a violência. Uma sociedade cultural surge deste raciocínio, sendo assim, a preocupação com o meio ambiente também aumenta. As fábricas surgem em meio a essa realidade, e por tabela, poluem menos.
                Como pode-se ver, existe solução para o mau que assola o mundo, basta não só vontade política de nossos governantes, mas que esta mudança que queremos surja nas ações de cada um de nós como por exemplo, cobrar por mudanças juntos aos políticos.               

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Desarmamento providencial



            Mais uma vez surge a discussão sobre o desarmamento no país. Essa discussão sempre surge quando ocorre algum fato polêmico que envolva mortes ou coisas do tipo. Porém, devemos analisar profundamente a verdadeira razão do governo em querer desarmar a população, pois, como já sabemos, o mundo da política nem sempre é tão claro como aparece na mídia de forma geral, principalmente em épocas como a atual.
            Primeiramente é preciso saber que qualquer governo em qualquer país do mundo nunca vai querer uma população armada. Isso é mais veemente em países que sofrem de graves desigualdades sociais, pois, sabe-se que a violência é ligada diretamente às desigualdades sociais, e, caso esta população queira lutar por melhorias contra o governo, esse confronto poderá ser armado.
            Logicamente esse é o fator primordial do governo não querer sua população armada. Uma população desarmada é uma população fraca, sem forças para lutar contra a opressão capitalista oriunda destes governos neo-liberais. Governos estes que, seguindo as leis maiores do capitalismo acabam por criar a divisão das classes. Mas, o Estado sabe do poder do povo, também sabe que o povo quando unido pode mudar as circunstâncias. O Estado teme o povo, e o povo precisa se fazer presente nas lutas contra a opressão capitalista, ou seja, precisa mostrar ao Estado que ele não é morto, e sim uma unidade viva, coesa, formada de seres de mentalidades independentes, porém, com ideais que visam a célebre frase estampada na nossa bandeira nacional.
            O medo do Estado é mais visível quando essa discussão ressurge na mídia, que, como sempre, faz muito bem seu papel de ludibriar os ignorantes, de tentar enganar a população menos esclarecida com argumentos dúbios de que, caso o desarmamento fosse realizado, essas tragédias poderiam ser impedidas. Ora, se em todos os casos em que ocorreram essas tragédias as armas eram ilegais, em que isso iria interferir no cidadão que tem a posse de arma legal para sua proteção, já que o Estado não consegue cumprir sua obrigação de servir a população com segurança pública de qualidade? Ao contrário do que a mídia diz, em países que existe desigualdade social (nosso caso), caso seja feita o desarmamento legal da população, isto seria somente o estopim para o mercado negro das armas crescer, afinal, os criminosos não deixarão de se armar caso as armas legais deixem de existir no país.
            Outro fator importante que devemos analisar nesse debate é o contexto histórico em que se encontra o país. Estamos em época de pleno desenvolvimento da economia. O Brasil desponta como uma futura potência petrolífera com o pré-sal. Estamos na época das Olimpíadas e da Copa do Mundo do Brasil. Este não seria o momento ideal para se lutar por justiça social? Afinal, a economia do país está crescendo, mas não está sendo feita divisão de renda como deveria. Os pilares da sociedade (educação, saúde e segurança) estão cada vez mais sucateados. Temos o eterno paradoxo econômico-social brasileiro atuando em seu ápice, e o governo sabendo disso mais uma vez ressurge com a discussão do desarmamento.
            Diante do exposto pode-se chegar a conclusão que, o governo, temendo o povo e seu poder de revolução, almeja desarmar o mesmo. Esta vontade do Estado é mais acentuada devido ao momento histórico do país, com eventos de repercussão mundial. O governo teme que sua imagem seja manchada caso ocorram revoltas nesse momento, pois isso enfraqueceria os ganhos com as Olimpíadas e com a Copa do Mundo. Por tabela, caso consiga o desarmamento, ainda terá em suas mãos uma população desguarnecida de potencial revoltoso, consequentemente, apática, mais do que já é.